quarta-feira, 27 de outubro de 2010

António Damásio lança «O livro da Consciência»

Este livro foi colocado à venda em Portugal no dia 23 de Setembro de 2010.
O seu autor é António Damásio, um neurocientista que estuda a mente e o cérebro humano há mais de 30 anos, é autor de uma vasta obra de livros como "O erro de Decartes" e "Ao encontro de Espinosa" e artigos científicos.
É dito na contracapa do livro que António Damásio formulou o livro como um recomeço, quando a reflexão sobre descobertas importantes da investigação, recentes e antigas, alterou profundamente o seu ponto de vista em duas questões particulares: a origem e a natureza dos sentimentos, e os mecanismos por detrás do eu. 


As grandes questões são:
Como é que o cérebro constrói uma mente?
E como é que o cérebro torna essa mente consciente? 
Qual a estrutura necessária ao cérebro humano e qual a forma como tem de funcionar para que surjam mentes conscientes?

E nós questionamos: se algumas vez será possível o Homem descobrir a 100% tudo o que o cérebro e a mente escondem.
Nós queremos sempre saber mais e mais e quando pensamos que já descobrimos tudo existe sempre algo que nos falha.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Psicologia Hospitalar - Humanização da Saúde



(Video retirado do youtube.)

Este video contém excertos de filmes relacionados com a atitude dos médicos perante os seus pacientes e onde é importante a intervenção da psicologia clínica.
O psicólogo clínico actua em conjunto com a equipa médica e a sua única prioridade é o paciente e o seu familiar.
O discurso médico normalmente exclui a subjectividade do paciente, há que ver o lado emocional do doente, não ser insensível e expor a situação clinica do paciente de uma forma cada vez mais cuidada quanto maior for o grau da sua gravidade.
O psicólogo clínico também tem o papel de ajudar os médicos a reflectir sobre diversas questões, como ajudar o paciente e a sua família a aceitar situações como doenças em fase terminal ou até mesmo morte.
Os médicos são alvo de uma grande carga horária, o que faz com que se acumule muito stress, por vezes também sofrem choques por não saberem lidar com o paciente, ou seja o comportamento profissional reflecte directamente as emoções humanas dos indivíduos que compões a equipa médica.
Hoje em dia a maioria dos médicos optam pela indiferença perante os seus pacientes, não se gostam de envolver demasiado emocionalmente, agem de uma forma fria, como uma táctica de auto-defesa.
Alguém ouvir que o seu diagnóstico é: "A única solução é a amputação!" ou "Restam-lhe três semanas de vida!" , dito com uma expressão de indiferença é algo que afecta qualquer um psicologicamente e que se não for aceite com uma certa calma pode desencadear novos problemas a nível psicológico.
O psicólogo é fundamental, a sua presença ajuda ambas as partes, tanto o médico como o paciente, ele ajuda a equipa médica a criar uma harmonia, adquirida através do diálogo e tolerância, a fim de promover bem estar ao paciente a nível físico e psicológico.
As citações mais importantes do video são: "Cultivem amizades com essas pessoas incríveis, as enfermeiras." e  "A missão de o médio não deve ser apenas a de evitar a morte, mas melhorar a qualidade de vida (...) tratando o individuo garanto que vão ganhar, independentemente do desfecho."

A psicologia clínica vai muito além de um simples trabalho, é o lidar com a complexidade do ser humano nas mais distintas emoções.



Redigido por: Rita Sádio

sábado, 9 de outubro de 2010

Expresso:"Gravidez influencia saúde futura dos bebés"

A seguinte noticia sobre "Gravidez influencia saúde futura dos bebés" está disponível na página com o seguinte link: 
http://aeiou.expresso.pt/gravidez-influencia-saude-futura-dos-bebes=f607596



Gravidez influência saúde futura dos bebés


O que se passa durante a
 gravidez é mais determinante para a saúde futura dos fetos do que se imaginava até agora. Pelo menos esta é a conclusão de um livro recém-lançado nos Estados Unidos.


Diabetes infantil, obesidade na adolescência, depressão crónica e doenças cardíacas poderão ter raízes em comum. De acordo com Annie Murphy Paul, autora do explosivo "Origins: how the nine months before birth shape the rest of our lives", tudo pode passar pelo comportamento materno durante a gravidez.


A veterana escritora de livros científicos conseguiu, com esta obra, levantar polémica e atrair a atenção dos media. Além do "New York Times" e da "Time", o blogue "Salon" já deu grande espaço ao novo livro.

Entre as afirmações mais contundentes, Annie Maurphy Paul - que estava grávida do seu segundo filho enquanto escrevia o livro - diz que as mulheres que estavam próximas das Torres Gémeas durante os ataques de 11 de Setembro de 2001 desenvolverem desordens de stress pós-traumático, dando a luz a bebés baixos níveis de cortisol, a hormona que regula o stress. E, mulheres deprimidas durante a gravidez têm tendência a dar a luz a prematuros e bebés de baixo peso.

Estes exemplos estão a reforçar a compreensão de que, embora o código genético de uma pessoa determine as balizas do seu desenvolvimento, as condições da gravidez refinam e acentuam as tendências já presentes. Ou seja, a forma como os genes se expressam e o ambiente em que se desenvolvem também terão consequências determinantes na vida futura de uma pessoa.

Assim, alguns conselhos podem ficar: comer chocolate ajuda a ter bebés mais felizes, comer peixe rico em ómega 3 e com baixo teor de mercúrio dá origem a crianças mais espertas, reduzidos níveis de stress ajudam a ter uma vida mais longa. Pelo menos, é o que recomenda Annie Murphy Paul.


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Segundo este artigo do expresso achamos que este livro fala de algo importante, a ligação entre a mãe e o feto.
Por exemplo:
-se uma mãe tem pouco  alimento para ingerir durante a gravidez, o feto parece adaptar o seu metabolismo para um mundo de escassez.
-> Se uma mulher grávida é exposta a perigo de corrida coração constante, o bebê vai desenvolver a capacidade de ser altamente reactivos a ameaças potenciais, enquanto as quantidades normais de stress durante a gravidez ajudam a preparar o bebê para quantidades normais do stress no mundo.
Assim se pode concluir a importância do código genético e da Herditariedade, durante a gravidez é importante as mães terem muitos cuidados pois têm algo dentro de si e ligado a si que é afectado ou beneficiado pelas suas acções e acontecimentos a que são expostas no seu quotidiano.

domingo, 26 de setembro de 2010

"A Vida Não Se Aprende nos Livros"

Duarte Sá- Psicólogo

"A Vida Não Se Aprende nos Livros" é um manual de auto-ajuda para crianças, adolescentes e adultos.


As pessoas crescem a ritmos diferentes e em direcções que as desencontram.
Este conjunto de textos do psicólogo Eduardo Sá ajuda-nos a perceber o nosso próprio processo de evolução. Perpassando as várias fases do crescimento, de recém-nascidos a adultos supostamente responsáveis, o autor explica-nos o nosso comportamento através da nossa relação quotidiana com as coisas aparentemente simples da vida.

sábado, 25 de setembro de 2010

Expresso: "Crianças portuguesas cada vez menos autónomas"

A seguinte noticia sobre "Crianças portuguesas cada vez menos autónomas" está disponível na página com o seguinte link: 
http://aeiou.expresso.pt/criancas-portuguesas-cada-vez-menos-autonomas=f604616.


Crianças portuguesas cada vez menos autónomas

A falta de tempo e espaço faz com que os mais novos sejam hoje menos livres, defende o presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Faz amanhã duas décadas que Portugal ratificou a Convenção sobre os Direitos das Crianças

As crianças portuguesas são cada vez menos livres e menos autónomas, mas capazes de comandar a família, defende a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) , lamentando a falta de tempo e espaço para os mais novos de hoje brincarem.
O presidente da SPP assume a dificuldade em falar do estado da infância em Portugal pela disparidade de realidades, mas considera que a sociedade atual é feita de "adultos egoístas e infantilizados e de crianças sabidas".
"O pequeno ditador saiu dos livros para a realidade, hiperativo e desatento, decidindo os consumos da família, inundado em calorias, com televisão no quarto e 'playstation move' na sala, uma das únicas oportunidades de atividade física", comenta Luís Januário à agência Lusa.
Duas décadas depois de Portugal ter ratificado a Convenção sobre os Direitos da Criança, data que se assinala amanhã, o pediatra retrata as cidades portuguesas como um obstáculo às brincadeiras na infância.

Cidades perigosas


"As cidades foram bombardeadas pela união nacional dos autarcas e dos empreiteiros que liquidaram os quintais, as matas, os olivais, os pinhais, as praças e os terreiros. As ruas e as passadeiras são perigosas e os passeios estão destruídos ou transformados em parque automóvel", descreve.

Também o conceito de tempo livre tem sofrido transformações, com a redução dos períodos para brincar e sem que as crianças sejam ouvidas.
Também a psicóloga clínica Lara Constante vê a "demasiada estruturação dos tempos livres das crianças" como uma diferença marcante em relação há 20 anos.
"A maior parte das crianças que acompanho tem um horário muito sobrecarregado de atividades, algumas sem um único dia verdadeiramente livre, em que possam brincar como entendam, criar, desenvolver-se", conta.

Falta de criatividade


Mesmo os tempos fora da escola são demasiado estruturados. Fica assim a faltar criatividade nas brincadeiras e capacidade para inventar o que se faz no tempo livre.


"As crianças tornaram-se também mais dependentes, mesmo nas brincadeiras.
Têm mais dificuldade em relacionar-se socialmente e em verbalizar os afetos", acrescenta a psicóloga infantil.
Há 20 anos, a vida familiar era diferente e havia uma comunidade próxima mais disponível para ajudar a ir educando as crianças.


Culpabilização pela falta de tempo

Actualmente, a sobrecarga profissional dos pais e de muitos avós fá-los ceder mais facilmente à imposição dos filhos, enquanto a culpabilização pela falta de tempo é trocada por presentes: "Nota-se uma grande dificuldade em estabelecer uma sintonia entre mimo versus regras".
Contudo, em duas décadas a criança beneficiou também da evolução da sociedade.
"O ensino pré-escolar é frequentado por um número cada vez maior de crianças. Entrar numa escola aos três anos traz muitos benefícios, até porque é a altura em que se começa a desenvolver o relacionamento social", refere Lara Constante.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 1990/91 a educação pré-escolar não obrigatória abrangia cerca de metade das crianças entre os três e os cinco anos, enquanto em 2007/2008 já cobria 80%.


Diferentes realidades

Luís Januário alerta porém que há pouco de comum entre uma criança de um colégio privado no Porto ou Lisboa e outra cuja escola encerrou numa aldeia em Lamego.
"Há pouco em comum entre uma das 10 mil crianças institucionalizadas e uma outra vivendo com uma família que a estima. Entre uma criança com os pais desempregados e outra com pais economicamente estáveis. Entre um filho de emigrantes de uma minoria linguística e outro cujos pais escrevem em português segundo o novo acordo ortográfico.
Entre uma criança negligenciada ou maltratada e outra que é acarinhada", exemplifica.

Os psicólogos falam em demasiada estruturação do tempo livre das crianças

"O pai pode ser pai e amigo ao mesmo tempo?" ou "Só pai?" ou "Só amigo?"

Na quarta aula de Psicologia procedemos à leitura de uma crónica do psiquiatra Daniel Sampaio, "Respeitar as boas maneiras", onde durante a sua análise surgiu um dos grandes temas de discussão e o que mais nos motivou, pai e/ou amigo, "O pai pode ser pai e amigo ao mesmo tempo?" ou "Só pai?" ou "Só amigo?".
Aqui deixamos a nossa opinião...

Rita- Na minha opinião acho que o pai pode ser amigo e pai ao mesmo tempo, mas há que se manter uma certa barreira de respeito e não confundir a relação de filho-pai com a relação que temos com um amigo de escola.
O pai ao proibir o filho de algo que não lhe parece o mais indicado para a sua vida não está a ser inimigo dele, está sim a ser amigo ao tentá-lo proteger daquilo que considera inadequado.
Acho que a função de pai e amigo se devem conciliar, o filho tem de sentir que o seu pai é alguém em quem pode e deve confiar , no qual pode sempre encontrar um ombro amigo quando tem duvidas ou dificuldades, o pai não pode apenas ser visto como "uma conta bancária" e "uma autoridade" que apenas serve para nos dar dinheiro e contrariar-nos.
Hoje em dia muitos pais recorrem por diversos motivos, como para tentarem obter o respeito dos filhos, ao que se chama "negociação", o que na minha opinião não é uma boa atitude e não contribui para uma boa educação, acho que assim os pais em vez de estarem a formar o seu filho como um ser humano civilizado com bons princípios estão sim a torná-lo oportunista, revoltados e desrespeitador para com os outros.
Há que saber educar e transmitir bons princípios às gerações mais novas, para que os adultos de amanhã construam um mundo melhor.



Qual é a tua opinião? 
Não fiques indiferente...