sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Todos deveríamos pensar pelo menos uma vez nisto

Imagina teres nascido sem braços, sem braços para envolver em torno de alguém, sem mãos para poderes ter a experiência de toque.

 Ou que tal teres nascido sem pernas? Não teres nenhuma habilidade para dançar, caminhar, correr, ou até mesmo ficares em dois pés.
Agora coloca ambos os cenários juntos: sem braços e sem pernas. O que farias? Que efeito teria esta situação no teu Quotidiano?

Presta então agora atenção...
Nick Vujicic  Nasceu no ano de 1982 em Melbourne, na Austrália, sem qualquer explicação médica ou aviso, Nicholas Vujicic veio ao mundo sem mãos nem pernas.
A sua mãe teve uma gravidez tranquila e sem histórico familiar que a fizesse esperar ter uma criança nestas  condições, imagina então o choque que estes pais sentiram quando viram seu primeiro filho, aquele que o mundo consideraria imperfeito e anormal.
Muitas questões foram levantadas:
Como poderia esta criança viver uma vida normal e feliz?
O que ele poderia fazer ou tornar-se a viver perante um mundo que veria como portador de uma deficiência enorme? 
Mal sabiam seus pais que um dia o seu filho seria alguém que poderia inspirar e motivar as pessoas de todo o mundo e tocar as suas vidas.
Ao longo de sua infância Nick foi exposto não só a desafios próprios da escola e da adolescência, como a intimidação e a questões de auto-estima, ele também lutou contra a depressão e a solidão como ele questionou porque era diferente de todas as outras crianças que o rodeavam, porque ele era o alguém que nasceu sem braços e pernas. 
Ele perguntou qual era o propósito por trás de sua vida, ou se ainda tinha um propósito. Depois de muita frustração aos sete anos de idade Nick tentou algumas próteses, na esperança de que seria mais parecido com as outras crianças. Durante o período experimental Nick percebeu que mesmo com elas, ainda estava ao contrário dos seus colegas na escola, e acabou por ser demasiado tarde para Nick ser operado.

Ao crescer Nick aprendeu a lidar com sua deficiência e começou a ser capaz de fazer mais e mais coisas por conta própria. Ele adaptou-se à sua situação e encontrou formas de realizar tarefas que a maioria das pessoas só poderia fazer usando os seus membros, tais como a limpeza dos dentes, escovar o cabelo, escrever num computador, natação, praticar desporto, e muito mais. Com o passar do tempo Nick começou a "abraçar" a sua situação e a alcançar coisas maiores. Na sétima série Nick foi eleito capitão da sua escola e trabalhou com o conselho estudantil em vários eventos de angariação de fundos para instituições de caridade locais e campanhas de deficiência. 
Segundo Nick, a vitória sobre as suas lutas ao longo de sua jornada, bem como a sua paixão pela vida pode agradecer à sua fé, à sua família, aos seus amigos e a muitas pessoas que ele encontrou durante a sua vida que o incentivaram ao longo do caminho. 

Depois da escola, Nick continuou com um estudo mais aprofundado e obteve uma licenciatura dupla, em contabilidade e planejamento financeiro. Com 19 anos, Nick começou a realizar o seu sonho de encorajar as outras pessoas, compartilhando a sua história, através de palestras. Ele descobriu o propósito de sua existência, e também o propósito de sua circunstância.
Nick sinceramente acredita que há um propósito em cada uma das lutas que encontramos em nossas vidas e que a nossa atitude para com essas lutas, pode ser o factor mais eficaz para superá-las.
Em 2005, Nick foi nomeado para o "Jovem Australiano do Ano", que é uma grande honra, na Austrália. O prémio é uma homenagem a um jovem por sua excelência e serviço à sua comunidade local e da nação, bem como as suas próprias realizações pessoais. As indicações para este prémio só são dadas a pessoas verdadeiramente inspiradoras.

Com 27 anos, este homem tem conseguido mais do que a maioria das pessoas com o dobro de sua idade. Nick recentemente fez o movimento maciço de Brisbane, na Austrália para a Califórnia, nos EUA, onde é o presidente de uma organização internacional sem fins lucrativos, e também tem a sua própria empresa: Atitude é a altitude.
Desde a sua primeira palestra motivacional Nick viaja por todo o mundo, compartilhando sua história com milhões de pessoas, falando com diferentes grupos, como estudantes, professores, jovens, homens e mulheres de negócios, empresários e congregações religiosas de todos os tamanhos. Ele também contou a sua história e foi entrevistado em vários programas de televisão em todo o mundo. 
As pessoas perguntam-lhe: "Como pode sorrir?", então, elas percebem que têm que ser algo mais na vida do que aquilo que os olhos podem ver pois este homem sem braços e pernas está a viver uma vida plena.
Nick usa as suas próprias experiências de expansão mundial, por exemplo:
Ele desafia os outros para analisar as suas perspectivas e olhar para além das suas circunstâncias;
Ele compartilha a sua visão de deixar de ver os obstáculos como problemas, mas começamos a vê-los como oportunidades para crescer e chegar aos outros; 
Ele salienta a importância de como a atitude pode ser a ferramenta mais poderosa que temos à nossa disposição e ilustra como as escolhas que fazemos podem ter um efeito profundo em nossas vidas e nas vidas daqueles ao nosso redor.
Nick revela através da sua própria vida que a principal chave na realização dos nossos maiores sonhos é a persistência, não devemos permitir que a culpa e o medo do fracasso nos paralise.

Como Nick Vujicic se sente sobre sua deficiência agora? Ele aceita, abraça-a e, muitas vezes, brinca com as suas própria circunstância ao mostrar os seus truques.
Ele enfrenta os desafios com perseverança, o humor e a fé sempre incentivando aqueles ao redor dele para examinar a sua perspectiva como desenvolver e definir a sua visão. 
Ajuda cada pessoa que encontra a fazer mudanças na sua vida para que elas possam começar o caminho para cumprir os seus maiores sonhos. 


Através de sua incrível capacidade de comunicar com pessoas de todos o grupos sociais e o seu sentido de humor incrível, consegue cativar as crianças, adolescentes e adultos, Nick tornou-se num verdadeiro inspirador.




"Ser paciente, na verdade, é algo muito difícil. Eu percebi que mesmo não podendo segurar a mão da minha esposa mas que quando a hora chegar, poderei segurar o seu coração! Eu não vou precisar de mãos para segurar o seu coração."




Redigido por: Rita Sádio

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Relatório da aula de 06/01/2010

" A última aula centrou-se em torno do debate sobre o filme “Cinema Paraíso”, este que é desenvolvido a partir das memórias de Salvatore, memórias essas sobre a sua infância e adolescência. Passaram 30 anos desde que Salvatore abandonou a sua cidade natal e bastaram simples palavras, neste caso a noticia da morte do seu amigo, para que tudo aquilo que tinha sido à tempos gravado na sua memória fosse relembrado. Com isto podemos dizer que existe uma relação entre a memória e o tempo. Ou seja, sendo que somos adolescentes temos hoje, graças à memória, a capacidade de relembrar algo que ocorreu no nosso passado e que nos marcou. Quando tivermos 30 ou 40 anos teremos exactamente a mesma capacidade para relembrar o mesmo acontecimento, no entanto iremos interpreta-lo de forma diferente, pois adquirimos ao longo da vida experiencia e maturidade.
Já referi que bastaram apenas palavras para que Salvatore relembrasse o passado. Deste modo podemos ver a relação existente entre a memória e o objecto, pois o facto de vermos um objecto pode trazer-nos memórias. Isto não acontece só com objectos, acontece também com palavras, cheiros, sons, ou até mesmo sentimentos. Estes são um importante factor nas nossas recordações e na forma como as interpretamos. Acerca disto, foi dito que uma pessoa com um passado onde as memórias negativas são algumas, por exemplo a perda de pessoas que lhe eram queridas, reage melhor se essa perda ocorrer novamente no presente, do que uma pessoa que nunca passou pelo mesmo. Isto porque os sentimentos, das pessoas que já perderam algumas vezes pessoas que lhes eram queridas, foram controlados para que a situação fosse superada e para que no futuro uma mesma situação não provocasse tanta dor e sofrimento. Esta tentativa de se controlar aquilo que se sente, principalmente o sofrimento, pode ser relacionado com algo que o professor disse acerca das pessoas que tentam mudar as suas memórias.
No entanto superar acontecimentos negativos com base naquilo que ocorreu no passado não se pode tomar como regra. Não podemos prever a reacção de uma pessoa e aquilo que ela vai sentir.
Ainda relacionado com este exemplo, houve quem dissesse que há culturas onde a morte de alguém é festejada. Esta ideia foi refutada. Existem muitas culturas diferentes da nossa, que devem ser respeitadas, no entanto são tão diferentes que a nossa experiencia de vida quase que não nos permite compreender aquilo que acontece. Talvez se pensarmos em termos de diferentes contextos. Para uma pessoa que vive num local de guerra e perdas humanas permanentes, uma morte pode não ter o mesmo impacto do que tem para uma pessoa rodeada de um ambiente que apresenta uma certa estabilidade.
Relacionado com diferentes contextos onde as pessoas podem viver foi falado das memórias que muitas pessoas recordam permanentemente, mas que queriam esquecer. Isto ocorre frequentemente com homens que combateram na guerra, pois aquilo que viram foi de tal forma traumático que muitas vezes recordações parecem tornar-se novamente realidade. Pelo contrário há pessoas que lidam com este facto da forma mais normal possível.
Uma questão que acompanhou sempre o debate foi o porquê de quando recordarmos algo, as memórias negativas estarem mais presentes do que as positivas. "
                                                 Postado por: Ana Isabel

sábado, 8 de janeiro de 2011

Diário IOL: "Stress causa perda de memória"

A seguinte noticia sobre: "Stress causa perda de memória" publicada no dia oito de Agosto de 2008 está disponível na página com o seguinte link:  http://diario.iol.pt/sociedade/stress-memoria-trabalho-perda-de-memoria/979804-4071.html

Stress causa perda de memória

Geração entre os 30 e os 40 anos é a mais afectada. Especialista aconselha pausas no trabalho, horários regulares e mais horas de sono.



Stress, preocupações profissionais, muitos compromissos e falta de descanso... consequentemente surge a ansiedade e a depressão. Revê-se nesta descrição? Saiba que é cada vez mais comum, principalmente entre os 30 e os 40 anos. O problema é que todos estes factores associados causam perda de memória, algo que há uns anos era característico das gerações mais velhas.
Ao «Diário de Notícias», a médica neurologista Belina Nunes, directora da Clínica da Memória, que acaba de lançar no mercado um livro sobre o tema, explica que «cada vez aparecem mais pessoas nas consultas e não estão velhas nem dementes. A depressão e a ansiedade têm uma prevalência extrema. Muitas vezes chegam ao consultório bastante preocupadas porque pensam que estão dementes, mas isso não corresponde à realidade. Há outras causas, sobretudo a ansiedade, que as leva a tomar ansiolíticos, que, por sua vez, têm um impacto importante no equilíbrio da memória».
Esta especialista, também responsável pela consulta de demências do serviço de Neurologia do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, defende que devemos cuidar da memória ao longo da vida e não apenas quando ela começa a falhar.
Para tal, explicou ao DN, «devemos cultivar memórias agradáveis, mantermo-nos ligados a actividades de lazer, aprender a gerir a ansiedade e o stress crónicos, evitar e tratar a depressão, ter hábitos de vida saudáveis e não depender em demasia de ajudas externas de memória, pois o que não se usa perde-se».
Belina Nunes alerta ainda para a necessidade de «fazer pausas no trabalho, ter horários regulares e dormir mais», principalmente quem tem trabalhos desgastantes e que tem de fazer várias coisas ao mesmo tempo.

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Analisemos então esta noticia...
Segundo a Doutora Belina Nunes, o stress, a privação de sono e a toma de ansiolíticos são, agora, os principais responsáveis pela diminuição da memória em pessoas entre os 30 e os 40 anos.
A depressão e a ansiedade são as causas mais comuns para os problemas da memória na população em geral, ultrapassando significativamente as que até há poucos anos estavam associados a esta perturbação: o envelhecimento e as demências.
“A maneira como as pessoas hoje vivem em sociedade, com os muitos compromissos, o stress, as preocupações profissionais e a falta de descanso, alterou profundamente esse cenário”, disse ao Diário de Noticias a médica neurologista Belina Nunes, que lançou um livro cujo o titulo é: «Memória- Funcionamento, Perturbações e Treino».
“Cada vez aparecem mais pessoas nas consultas e não estão velhas nem dementes. A depressão e a ansiedade têm uma prevalência extrema”, frisou. “Muitas vezes chegam ao consultório bastante preocupadas porque pensam que estão dementes, mas isso não corresponde à realidade. Há outras causas, sobretudo a ansiedade, que as leva a tomar ansiolíticos, que, por sua vez, têm um impacto importante no equilíbrio da memória.”
Actualmente as pessoas vivem para o trabalho, abdicam do lazer e daquilo que os faz ter prazer, pensam que isso não afecta a sua saúde, mas enganam-se, a perda de memória segundo a noticia é a principal consequência do stress.
Todos nós temos tendência a relembrar as más recordações mesmo sem querer e nem sempre conseguimos ter presentes as boas, isso deve-se à memória, coisas simples como escrever, decorar um número de telefone, um conceito de uma palavra ou até mesmo conhecer uma pessoa, tudo isto só é possível com a existência da memória.
Alguém que perde a memória perde a sua maior riqueza, perde a sua história, é alguém sem passado, não pode viver o presente e o seu futuro está condicionado e está irremediavelmente limitado, já não é ninguém.
A nossa memorização de informação necessita de atenção, de tempo, de pausas, factos muitas vezes descurados em trabalhos desgastantes que exigem diversas solicitações em simultâneo e às quais com o passar do tempo é impossível se responder.
Por outro lado é bom lembrarmos que não só o stress prejudica a memória, o consumo de álcool e a ansiedade também são um autentico perigo. 
Para preservar e manter uma boa memória devemos estar atentos ao ritmo do nosso organismo, praticar actividade física, fazer pausas no trabalho, ter horários regulares, abstrair-mo-nos dos problemas, ler mais, ter uma vida saudável, ter uma vida cultural e social rica e dormir mais, devemos acima de tudo valorizar o facto de podermos recordar.
É tão bom preservarmos todas as recordações e sermos alguém, mantermos isso só depende de nós.








Redigido por: Rita Sádio

Dra. Belina Nunes lançou: «Memória- Funcionamento, Perturbações e Treino»

Titulo do Livro: 
Memória- Funcionamento, Perturbações e Treino

Coordenação: Dra. Belina Nunes


Co-autores
  • Psiquiatria- Liliana Correia de Castro;
  • Psicólogo- Luís Gonzaga;
  • Psicóloga- Joana Pais;
  • Psicólogo- Joana Ramalhão Santos;
  • Neurologista- José Mário Roriz;
  • Neurologista- Vítor Tedim Cruz;




O Livro «Memória- Funcionamento, Perturbações e Treinos» é Coordenado pela Dra. Belina Nunes, este livro é multidisciplinar que aborda as áreas da Neurologia, Psicologia e Psiquiatria e pretende dar a conhecer o que actualmente se sabe sobre a memória.
A forma como funcionam as doenças e os medicamentos que afectam a memória, também são tratados neste livro, bem como métodos para a manter e melhorar.
A Dra. Belina Nunes alerta para a necessidade de “estarmos atentos ao ritmo do nosso organismo, fazer pausas no trabalho, ter horários regulares e dormir mais”. A memorização de informação, diz, necessita de atenção, de tempo, de pausas, factos muitas vezes descurados em trabalhos desgastantes que exigem diversas solicitações em simultâneo.

Dra. Belina Nunes


Redigido por: Rita Sádio

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Filme: "Cinema Paraíso"

Durante cerca de três aulas de Psicologia procedemos ao visionamento do filme: "Cinema Paraíso" e debatemos alguns momentos mais relevantes no âmbito do tema: "A memória".

Ficha Técnica:
Título original: Nuovo Cinema Paradiso
Lançamento: 1988 (Itália)
Direcção:Giuseppe Tornatore
Actores:Antonella Attili, Enzo Cannavale, Isa Danieli, Leo Gullotta.
Duração: 123 min
Género: Drama


SINOPSE 
Esta obra-prima do relaizador Giuseppe Tornatore é um olhar nostálgico sobre a vida de um jovem na Itália do pós-guerra e o seu fascínio pelo cinema, tendo vencido o Oscar para o Melhor Filme Estrangeiro e o Grande Prémio do Júri do Festival de Cannes. 'Alfredo está a morrer'. Esta notícia surpreendeu o realizador de sucesso Salvatore (Jacques Perrin), levando-o a relembrar a sua infância e o tempo que passou na sala de projecção do cinema da sua vila, Cinema Paraíso.
Alfredo (Philippe Noiret), proprietário do cinema e projeccionista, foi um amigo inseparável do pequeno Salvatore, conhecido por 'Toto', à medida que este crescia na sua terra natal, uma vila devastada pelos horrores da guerra. O cinema oferecia fantasia e evasão ao habitantes da pequena vila, fazendo esquecer a dura realidade da fome e da pobreza.
Cinema Paraíso é um filme inesquecível e um maravilhoso tributo ao cinema que marcou uma geração inteira de espectadores. 
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Analisemos então todo o conteúdo do filme...
O filme "Cinema Paraíso" fala sobre o cinema, a sua evolução, mostra como se constrói amizades fortes e verdadeiras, retrata a infância, sobre os sonhos para o futuro, às vezes, ou muitas das vezes não realizados, acabando por ser um filme que toca e retrata os sentimentos humanos, portanto um filme universal e intemporal.

No filme, Totó, a personagem principal, quando já adulto recebe um telefonema a informar que o seu amigo Alfredo faleceu, a partir dessa informação desenrola-se um conjunto de recordações.

O protagonista relembra a infância na sua cidade Natal e em especial do Cinema Paraíso, onde ele sempre ia e vivia em companhia do projectista Alfredo bem mais velho, o que mostra uma amizade, respeito mutuo que hoje em dia é raro existir entre uma criança e um adulto.
Totó recorda coisas que havia pensado ter esquecido, são coisas que ficaram armazenadas na memória a longo prazo, embora ele não tivesse consciência que muitas dessas recordações ainda estivessem tão claras na sua cabeça.
Quando Totó regressa à sua terra natal encontra várias pessoas que ele conhecia mas com as mudanças que o tempo lhes causara, recorrendo às capacidades da memória mesmo diferentes Totó conseguia identifica-las.
Por outro lado através da memória episódica a personagem volta a ter presente os acontecimentos vividos por ele num momento e num local determinado, como é possível ver no seguinte video:


O filme também retrata a tristeza e a afinidade que o protagonista tinha com o "Cinema Paraíso" ao vê-lo pronto a ser demolido, pois encontrava todo o seu passado naquele sitio.
Para além das questões da memória também é retratado um sentimento muito forte de Totó pela sua paixão de infância, o seu primeiro e único verdadeiro amor, este amor marcou a sua vida e recorda-se de diversos momentos como o que está presente no seguinte video:



Ao recordar a sua história de amor que pelo visionamento do filme nós conseguimos aperceber que foi um dos momentos mais marcantes da sua vida pois só sentimentos verdadeiros merecem o sacrifício que ele fez que é retratado no video seguinte:



O protagonista acaba por reencontrar Helena, a sua paixão, na sua terra natal, mostrando assim a força de um sentimento que durou durante muitos anos de ausência e do qual o protagonista se abstraia talvez para não sofrer mais.
O filme encontra-se cheio de simbologia acabando assim por cada espectador lhe atribuir diferentes significados.


A questão da memória levanta-nos muitas duvidas sobre a nossa existência, é através dela que nós conseguimos compor a nossa história e a conclusão que é possível tirar é que o Passado afecta o nosso presente e que o Presente condiciona o Futuro, por exemplo as pessoas que por algum motivo perdem a memória ficam irremediavelmente limitadas, não têm passado e a sua existência é-lhes desconhecida, para elas não têm história.
O ser humano tem tendência a querer esquecer aquilo que considera não ser importante e a querer preservar na memória aquilo que considera relevante na sua vida, mas na verdade acaba por ser o nosso cérebro a fazer a selecção de todo o tipo de informação.
Por exemplo muitas vezes queremos tentar esquecer os momentos menos bons e eles continuam sempre presentes, relembramo-nos deles de uma forma involuntária, já com os bons muitas vezes tentamos preserva-los e eles desaparecem.
Cada ser humano reage à mesma situação de forma diferente, cada um teve as suas experiências no passado e isso leva-o a ter comportamentos diferentes.
A memória acaba assim por ser algo complexo que o ser o humano não consegue atingir o seu pleno conhecimento pois cada vez se levantam mais questões.






Redigido por: Rita Sádio