
Normalmente, são perdidas, roubadas ou abandonadas na infância e, depois, anos mais tarde, descobertas, capturadas e recolhidas entre os humanos.
O fascinio pelas crianças privadas de contacto com a sociedade humana pode ser explicado pelo contexto social da época.
Lucien Malson escreveu o livro: “ A Criança Selvagem” apresenta vários casos de crianças que sobreviveram a um isolamento extremo e tentativas de descrever as consequencias da sua adaptação à sociedade humana.
A escritora tem como principal objectivo destacar as bases fundamentalmente do que faz a natureza humana e a cultura.
Alguns casos de “crianças selvagens”:
"menino-carneiro" da Irlanda em 1692:
Era um jovem de 16 anos que se tinha perdido dos pais. Cresceu entre as ovelhas e os carneiros selvagens da Irlanda e adquiriu um tipo de 'natureza ovina'.
Tinha movimentos rápidos, ágil com os pés, expressão fisionômica bravia, carnes firmes, pele queimada, trigueira, pernas e braços rígidos, destemido e destituído de qualquer delicadeza.
A saúde era excelente. Não conhecia a voz humana; emitia balidos, como as ovelhas. Sua garganta era larga e a língua parecia presa no palato. Recusava alimentos comuns; estava acostumado a comer gramíneas e feno. Viveu em montanhas e lugares desertos, como cavernas, locais distantes de qualquer centro de civilização. Os caçadores que o encontraram disseram que ele parecia um animal e não um ser humano.
Obrigado a viver como gente, contrariado e somente depois de muito tempo ele começou a perder as suas características selvagens.
John, de Uganda:
Este menino foi encontrado em 1991. Ficou doente quando comeu alimento cozido pela primeira vez. Era muito cabeludo e apresentava muitas feridas, cicatrizes e calosidades. Um cidadão indentificou o garoto como John Sesebunya, cujo pai, depois de assassinar a mulher, desapareceu. O garoto tinha três anos na época e fugiu para a floresta onde foi adoptado pelos macacos que lhe ofereceram raízes e amêndoas. John foi estudado por especialistas que diagnosticaram nele um caso genuíno de "criança selvagem".
Natasha da Sibéria:
O caso mais recente de todos é o de Natasha uma menina da Sibéria.
Foi trancada num quarto com gatos e cães saudáveis. A menina comportava-se como um cão, lambia, pulava e latia para comunicar.
Natasha da Sibéria:
O caso mais recente de todos é o de Natasha uma menina da Sibéria.
Um dos maiores e mais conhecidos exemplos de "criança selvagem" é Victor, a partir do qual foi realizado um filme: