segunda-feira, 4 de abril de 2011

Filme: O Xadrez das Cores

Ficha técnica:

Género:Ficção
Diretor: Marco Schiavon
Elenco: Anselmo Vasconcellos, Zezeh Barbosa, Mirian Pyres
Ano: 2004
Duração: 22 min
País: Brasil

Sinopse:
Cida é uma mulher negra de quarenta anos, que vai trabalhar para Maria, uma velha de oitenta anos, viúva e sem filhos, que é extremamente racista.
A relação entre as duas mulheres começa tumultuada, com Maria tripudiando em cima de Cida por ela ser negra. Cida aguenta tudo em silêncio, por precisar do dinheiro, até que decide vingar-se através de um jogo de xadrez.

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Uma das lições do filme é a negação do conformismo, da  busca pelo conhecimento para a transformação dos factos.


“Pela educação pode-se combater, no plano das atitudes, a  discriminação manifestada em gestos, comportamentos e palavras, que afasta e estigmatiza grupos sociais. Contudo, ao mesmo tempo em que não se aceita que permaneça a actual situação, da qual a escola é cúmplice ainda que só por omissão, não se pode esquecer que esses problemas não são essencialmente do âmbito comportamental, individual, mas das relações sociais, e que como elas têm história e permanência. O que se coloca para a escola é o desafio de criar outras formas de relação social e interpessoal, por meio da interacção o trabalho educativo escolar e as questões sociais, posicionando-se crítica e  responsavelmente diante delas”. (PCN Pluralidade cultural, p23 e 24)

Sobre a discriminação racial, a definição que mais se enquadra é “Tratar de modo preferencial, geralmente com prejuízo para uma das partes”. É sobre isso que trata o filme: "O Xadrez das cores". Cida encontra-se numa fase critica da sua vida e, por dinheiro, precisa de se sujeitar a situações degradantes criadas pela sua patroa branca e racista.
As personagens do filme apresentam-se como forças opostas: rico e pobre, o branco, o negro, a patroa, a empregada. Apesar da relação contrária existente, ambas possuem em comum a força, a determinação.
Maria insiste em oprimir, Cida aceita por causa das necessidade de que é alvo, mas utiliza-se do tabuleiro do xadrez para agir de outra forma.
Não se satisfaz com suas derrotas. Apesar de ver suas peças negras deitadas no lixo de forma maldosa pela sua patroa, estuda a sua adversária, procurando um conhecimento que não tem.
Hoje a sociedade necessita de ver as pessoas de raça negra como um povo que tem direitos e deveres; é preciso vê-lo como cidadão. Essa soberania existe em leis, mas na prática, ainda há muita injustiça e toda esta injustiça provoca uma grande falta de auto-estima por parte do povo discriminado.
O homem foi o criador do preconceito e necessita de aprender a ver o outro de igual forma, não o querer deitar a baixo mas sim ajuda-lo a ser feliz e a sentir-se bem na sociedade, se todos os povos fossem mais unidos certamente o mundo seria melhor...




O inicio, a patroa julga a empregada pela sua cor, age de forma discriminatória:




A empregada ganha auto-estima, deixa de se conformar e tenta agir:



O fim, a patroa coloca de parte o seu preconceito:



Redigido por: Rita Sádio

Música: Racismo é burrice- Gabriel Pensador

Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
"O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte
que a água do mar"
Racismo, preconceito e discriminação em geral;
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais
consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice
Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava
o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao
nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral
Racismo é burrice
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma
herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Racismo é burrice
E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você.


Redigido por: Rita Sádio

Inconformismo /Maio de 68 /Portugal actual

Através do Visionamento de uma parte do filme: Maio de 68, e de uma pesquisa sobre o mesmo, redige um texto onde relaciones o que aconteceu em Maio de 68 e a situação do Portugal actual.

Analisando todo o decorrer da acção de Maio de 68 na França.
O Maio de 1968 foi um  protesto que se refere a um período especial na  história francesa .
Durante este tempo, França assistiu à maior greve geral que começou com uma série de protestos  de ocupação estudantil e que se alastrou a fábricas pondo em causa todo o sistema de ensino, o sistema politico e as relações de trabalho.
Os protestos chegaram a tal ponto que os líderes do governo temiam uma guerra civil ou uma revolução.
No auge do movimento, quase dois terços da força de trabalho do país cruzaram os braços. Os protestos chegaram ao ponto de levar o general de Gaulle a criar um quartel general de operações militares para obstar à insurreição, dissolver a Assembleia Nacional e pressionado, no dia 30 de maio o presidente De Gaulle convocou eleições para Junho. Com a manobra política que desmobilizou os estudantes e promessas de aumentos salariais que fizeram os operários voltar às fábricas o governo retomou o controle da situação. Por fim as eleições foram vencidas por aliados de Gaulle e a crise acabou.
Toda esta situação vivida em 1968 pode-se aplicar ao tema “Influência Social”, da disciplina de Psicologia de 12º ano.
O país vivia até então numa situação de descontentamento mas ao mesmo tempo cedia ao conformismo, a sociedade queria acreditar de certa forma que com o tempo tudo seria melhor, existia um sentido de obediência, de respeito e de comprimentos das normas que eram impostas pelos governantes de então.
Em Maio de 68, como foi mostrado nas cenas que foram vistas do filme, toda a situação tornou-se incontrolável ou seja foi originado um comportamento inconformista ou seja foram adoptadas novas ideias, concepções e novos comportamentos que deram origem à maior greve geral conhecida.
Toda a revolução foi iniciada por uma minoria, os estudantes, que devido à influência da consistência e firmeza das suas propostas, fez com que essa minoria consegui-se influenciar toda a população e originar tal movimento, verificando-se assim aquilo que na psicologia é designado por efeito das minorias.
Toda a manifestação tinha um fim, a inovação que é um processo que consiste num processo que visa a mudança.
Mas o Maio de 68 pode-se considerar de certa forma bem presente, é possível estabelecer de certa forma um paralelismo entre o Maio de 68 e o estado actual de Portugal.
Portugal neste momento encontra-se numa situação realmente bastante critica, está a passar por um momento em que o governo ficou sem condições para governar e foi demitido e se irão realizar, assim como aconteceu em França, eleições antecipadas a fim de se eleger novos governantes.
De certa forma, e face há crise, o pais ainda continua a ter um comportamento conformista  e existe um número significativo da população que não se junta aos movimentos já organizados.
Todos os tipos de trabalhadores se encontram descontentes com as actuais leis embora as continuem a seguir com medo das possíveis repressões que poderão vir a sofrer, ou seja, seguem um comportamento de obediência face há autoridade que neste caso é o governo.
No dia 12 de Março de 2011 foi organizado um grande movimento designado de “Geração há rasca”,  esta manifestação apelou à participação de desempregados, pessoas mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos, ou seja, uma manifestação que pretendia englobar toda a população portuguesa.
O Protesto Geração à Rasca foi inicialmente convocado por quatro jovens, através da Internet, para Lisboa e Porto mas Milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidade do país e transformaram o Protesto Geração à Rasca numa manifestação de todas as idades, todos os grupos, todas as palavras de ordem, a organização falou em 200 mil pessoas em Lisboa e 80 mil no Porto.
Neste protesto pode-se observar claramente a influência social que tiveram apenas quatro jovens, efeito das minorias, que conseguiram colocar as suas posições de forma clara, consistente e firme conseguindo quebrar a maioria da pressão causada pelo conformismo, sendo considerado este protesto um sucesso.
A greve de Maio de 68 terminou e o governo foi reeleito, a Portugal falta ainda saber o desfecho.

Em Portugal é necessária uma verdadeira mudança, a inovação, pois o pais não se encontra às portas da crise, encontra-se sim em crise.

Redigido por: Rita Sádio